TO ALL THE BOYS I'VE LOVED BEFORE - JENNY HAN


Depois de A Rapariga no Comboio, precisava de ler algo refrescante e leve.  Porém quando vi a capa de A Todos Os Rapazes Que Amei identifiquei-o de imediato como uma série Young Adult e sinceramente não me estava a ver a lê-lo.

Mas às vezes precisamos mesmo de descomprimir e nada melhor para isso que uma leitura assim, fofinha.

Acabei por ceder à curiosidade e este livro, da escritora Jenny Han (autora bestseller do NY Times), não me decepcionou. Além disso, de acordo com a Wook, o livro encontra-se em vias de ser adaptado ao cinema e estou curiosa (ou não) para ver como corre, caso isso aconteça.

Pela sinopse, vemos logo que o livro é um young adult típico e algo previsível. Mas isso não quer dizer que seja mau ou superficial.
Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei ? cinco, ao todo.
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.
A história foca a jornada amorosa de uma adolescente confusa e insegura. Gira em torno de um triângulo amoroso que se transforma numa situação complicada e que faz realmente com que nos coloquemos no lugar de Lara Jean e reflictamos sobre o que faríamos. Todas nós fomos um pouco de Lara Jean, algures na nossa adolescência. 

O livro também aborda assuntos menos “fofos” e aprofunda outros. Além das paixonites típicas de adolescentes, neste livro, Jenny Han mostra diversas nuances da relação entre Lara Jean e as irmãs, Margo e Kitty, tratando a ausência da mãe de forma sensível e realista. Achei também interessante a forma como a autora descreve a posição de Lara Jean, que é a irmã do meio, quando sua irmã mais velha vai para a universidade e se muda para o estrangeiro, estudar Antropologia :) . Ela torna-se na irmã mais velha, uma posição que muda a sua forma de estar na vida e o seu relacionamento com as suas irmãs. Acho que acima de tudo, este é um livro sobre o amor entre irmãs.

Gostei como a autora constrói a personagem, mostrando uma miúda de 16 anos, que gosta de estar em casa, fazer os seus trabalhos manuais, que dá prioridade à família e contribui com a sua parte para a sociedade. Revi-me aqui, um pouco (super teenager nerd!). Também gostei da capa porque sendo a personagem principal de descendência coreana, facilitou no processo de ligação à personagem, tornando-a mais real. As referências à herança coreana, estão por todo o livro principalmente através de comida e memórias relacionadas com comida, o que adorei. 

É uma leitura leve e fluída, que se lê super rápido, porque tem capítulos curtos e a história em si é envolvente. Para quem está longe dos 16 anos (!), transmite uma doce sensação de regresso ao passado.

O livro é tanto previsível como cheio de surpresas e o final fica em aberto, porque este livro tem uma sequela - P.S. Ainda te Amo - que é impossível não querer ler quando acabamos este livro.



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