DIANA & HOLGA - A LOVE AFFAIR


Sou uma pessoa que sofre de um saudosismo recorrente  impressionante. Tenho um espaço especial no meu coração para coisas vintage e retro, acessórios, fotografia, música e... Diane Keaton! 
Se pelo meu aniversário fui surpreendida por um gira-discos retro meets modern,  no meu sapatinho estavam estas duas lentes, que à tanto tempo namorava. (há pessoas que me conhecem tão bem !)

Ainda não tive a oportunidade de as experimentar comme il faut. A luz não tem ajudado muito!!! Mas não resisto a partilhar com uma breve descrição de ambas e algumas fotos que tirei (estas fotografias não têm qualquer edição).

As Dianas foram produzidas para todo o mundo, em diversas variações durante as décadas de 1960 e 1970 pela "Great Wall Plastic Company",em Kowloon, Hong Kong. Hoje ainda são usadas por alguns fotógrafos da arte por causa da característica de criação de vinhetas.
A nova lente para a Diana + de 75 milímetros é composta por três elementos de vidro revestidos para um maior contraste e foco mais nítido do que as lentes de plástico Diana imprevisíveis de outrora.

A lente encaixa directamente no corpo da câmara (DSLR Nikon ou Canon), com o auxílio de um adaptador próprio e que transforma instantaneamente uma máquina pro numa lembrança nostálgica dos velhos tempos. Além do vignetting característico da antiga Diana, com esta lente em vidro conseguimos cores extra-saturadas com a nitidez e clareza que não tínhamos na lente de plástico. 


O sucesso da Holga, que nasce na China em 1982, surgiu graças à popularização das toy-cameras e da fotografia lo-fi das Dianas, tendo sido vendidas mais de meio-milhão de unidades em 20 anos em mais de 30 países. A câmara Holga segue a linha da estética lo-fi, utilizando lentes de plástico que causam distorções nas fotos, criando um efeito de "sonho",  vignetting e light leaks e que são por isso muito procuradas por fotógrafos de arte, amantes da fotografia e entusiastas em geral. Faz fotografias impressionistas e surealistas de paisagens, natureza morta, retrato e fotografia especialmente de rua.
Tal como a Diana F+ a lente é montada directamente sobre o corpo da câmara (DSLR Nikon ou Canon), com o auxílio de um adaptador próprio.É importante referir ainda que ambas as lentes só permitem o uso da máquina no modo manual e somente a regulação do obturador.

Há qualquer coisa de especial naquelas fotos imperfeitamente perfeitas de outrora. Hoje em dia há uma oferta gigante de filtros e aplicações para telemóvel e pc que simulam este género de imagem, mas nada se compara ao fazer algo de raiz.

Com a popularidade das câmaras digitais, não é de espantar a criação destas adaptações. Deixámos de estar dependentes do rolo e podemos tirar milhares de fotos, sem necessidade de recorrer a uma edição posterior para criar estes efeitos.

Numa realidade em que tudo está feito e pronto a consumir é, neste caso, muito interessante compreender e aprender determinados features e criar esses efeitos manualmente.









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